Por que Iphone?

Produtos de nicho com alto valor agregado tornam-se best-sellers do dia para noite com uma boa estratégia de marketing.

Ao traçarmos a linha do tempo em que empresas como Apple conquistaram sua supremacia através de targets bem definidos, e eram conhecidas como vanguarda em determinada porção do mercado, ganham por meio de consumidores qualificados (aqueles que procuram exatamente aquele produto) uma evidência em massa, angariando pouco a pouco seu público fiel e tem como veículo a própria força da palavra de quem forma a opinião de terceiros, viabilizando assim a inserção do produto/serviço no topo das vendas.

Essa imersão é feita em longo prazo esperando que o público inicial faça o trabalho da mídia de massa, formatando então um fenômeno de negócios conhecido como cauda longa. A Apple, por exemplo, foi muito difundida por profissionais da área de comunicação, design e tecnologia. O awarennes da marca ( status da marca) foi construído através da referência que se criou em cima de seus produtos, e não por campanhas lúdicas plantando o sonho na cabeça das pessoas. Mas, então, por que o Iphone?

Bom, quem pensa que o sonho não foi plantado engana-se plenamente, a pergunta é: Onde o sonho foi plantado? E como esse sonho se disseminou? Em analogia podemos ver que se plantarmos em terras onde existem agentes de polinização natural as sementes podem ser carregadas e disseminadas por toda a região. O mesmo acontece com produtos de nicho se forem traçadas estratégias para tal fim.

Então a Apple plantou sua semente na terra certa. Se isso foi proposital ou um fenômeno não sabemos ao certo. Acredita-se que inicialmente não se esperava tal resultado, o que se tinham bem definidas eram estratégias para conquistar mercado, o fenômeno seguinte foi conseqüência destas atitudes. É claro que com o aprendizado a empresa utilizou esse artifício para si e o tomou como padrão para lançamento de futuros produtos.

Enxerga-se o mercado como uma maçã, e então se dá apenas uma considerável mordida nela. Lançando o Ipod, e futuramente o Iphone, que se consagraram em tempo recorde, e atingem métricas de resultados fabulosas.

Recentemente comprei um Iphone. Na agência onde trabalho pouco se falava nisso até que um belo dia nosso diretor de planejamento enviou-nos um link sobre o produto. E como uma boa agencia de comunicação todos já conheciam a Apple e suas maquininhas fabulosas. Assim formaram-se blocos onde as pessoas almejavam de tal forma o produto, e até quem não era do meio e não havia ouvido nem falar na Apple apareceu com os novos aparelhos. Surto consumista? Não, formação de opinião. Pessoas que exercem influência e são referências no meio em que estão, incentivam as outras a obterem o objeto dos sonhos.

Ninguém está falando em ser “maria-vai-com-as-outras”, mas sim da possibilidade de alavancar vendas de um produto/serviço através de agentes chaves que entregam o valor da marca ao seu network. Fazendo com que as empresas sejam conhecidas sem um investimento grandioso em mídia tradicional.

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