Na maioria das vezes, o mercado refere-se a um designer como o individuo que promove a beleza, o status, deixando tudo mais agradável no meio em que está inserido, seja moda, gráfico, produto etc.
No entanto, o Design permite uma ampla visão do modo pelo qual se entende o mundo. Forma opinião, desperta curiosidade, agrega valor e cria tendências.
Tudo isso se expande a ramificações e sub-ramificações tornando difícil separar e categorizar onde começa e termina o trabalho do designer.
Promover a beleza, o status, cabem sim ao profissional de design. Mas, seria somente esta sua função? Ou esta seria a função de um designer (com “d” minúsculo)?
Este texto refere-se ao Designer com “D” maiúsculo. Aquele que viabiliza estratégias de marketing, que insere o conceito embutido através de ícones cognitivos, traçando uma malha de idéias a serem amarradas pela comunicação e demais ferramentas relacionadas. Formando assim o verdadeiro conceito de “Marca”.
O leão passou por aqui e deixou sua marca.
O caminho percorrido por ele? O “Branding”. Marcando estes ícones visuais, alinhando o discurso com a comunicação para que tudo fale a mesma linguagem conceitual e em um bloco de informações áudio/visuais e iconográfica que faz com que a força maior da marca prevaleça e chegue ao receptor a mesma imagem, que transfigura os textos.
Que demonstra o posicionamento e o modo de atuar de determinada empresa ou instituição.
Um Designer, sim! Um técnico, um idealista, um criativo, projetista, estrategista e sabe lá quais funções mais pode exercer.
Difícil é conseguir definir “design”. Termo que os americanos utilizam para projeto, plano, (I design this plan). Incluem a palavra em tudo que se refere à criação e gestão de algo, e possuem termos específicos para desenho (brush, drawing etc.). Por que no Brasil (e só no Brasil) o termo é depreciado e mal utilizado?
Longe de mim, mal interpretar aqueles que conhecem o verdadeiro Design. Minoria, que geralmente está abaixo dos fomentadores do mercado, estes sim, despreparados, não distinguem lé com cré e caem em contradições sem saber ousar, experimentar para romper barreiras, para agregar ao novo um divisor de águas.
Cada macaco no seu galho! Claro, o Design não pode salvar o mundo. Mas o conceito inicial deve partir dele. Multidisciplinar é uma equipe que pretende lançar uma marca no mercado. E sob os pilares do design e da comunicação todas as diretrizes devem ser traçadas a fim de conquistar o terreno inóspito mercadológico. Visando, sempre, a unificação do discurso a ser entregue. Seja ele visual, escrito, sonoro ou por ações físicas (modo de ser da empresa/marca).
Resumidamente tudo deve convergir ao mesmo “primeiro” através de um “segundo” para que as pessoas gerem em suas mentes um “terceiro” resultante, que remete ao “primeiro” novamente. Pierce já dizia “criar é reinventar”, é dizer a mesma coisa de diferentes modos, ou seja, atingir o público com a mesma mensagem, através de novas idéias.
Então, o Designer também é filosofo, pensa para agir de forma qualificada, sorrateiramente para atacar em massa, buscando sempre resultados reais e mercadológicos, com fins bem definidos. Senão, se confundiria ainda mais com a arte, o oposto do que este texto busca demonstrar.
Um Designer, com “D” maiúsculo, seria aquele que iniciou sua vida profissional projetando identidades visuais, sites, folders e demais atividades “hands on” em sua carreira, evoluiu para outros ramos do conhecimento, buscando agregar técnicas à sua expertise, sem perder a identidade de ser… Designer.
Flávio Vidigal
Criação e Gestão de Mídia - Designer
Midiaweb Inteligência Interativa
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